De joelhos ante aquele
monte de farrapos, a fé do Beato Manuel via através daquela velha portinha um
Jesus tão calado, tão paciente, tão menosprezado, tão bom, que o fitava
suplicante...
A Igreja comemorou há
pouco o acontecimento mais esplendoroso da História, que a dividiu em um antes
e um depois: o Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Para junto de Deus
feito Homem acorreram pastores e Reis, e a eles nos unimos também nós, a cada
ano, quando ao redor do Presépio rezamos e cantamos para adorar o Menino Jesus.
Ora, se a vinda de Jesus
no Natal nos faz sentir tanto gáudio, com maior razão deveríamos vibrar de
entusiasmo ao aproximarmo-nos de um sacrário, onde está o mesmo Jesus, real e
verdadeiramente presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, sob as Espécies
Eucarísticas.
Por isso Deus não deixa
de suscitar ao longo dos tempos almas fervorosas que O adorem no tabernáculo,
assim como Ele chamou outrora os pastores e os Magos a Belém. Entre estas almas
especialmente devotas da Divina Eucaristia cabe destacar uma, cuja vida hoje
nos ocupa: Dom Manuel González García, o "Bispo do Sacrário
Abandonado".
Chamado ao sacerdócio desde a infância
