Só atinge a santidade
quem pratica as virtudes em grau heroico. E "as virtudes são todas irmãs.
Não se pode, num anel de irmãs, viver
afagando uma e detestando outras... É preciso ter boas relações com todas. Não
se pode viver num meio-termo que consistiria em ter boas relações com umas e
não com outras".
Um admirável exemplo
desta verdade vemos brilhar em um monarca de fins do século X e primeiras
décadas do século XI: o imperador Henrique II. Se, por um lado, praticou a
virtude da fortaleza, tão necessária para um governante da sua época, por outro
lado, não deixou de manifestar bondade para com seus súditos, piedade na oração
e inúmeras outras virtudes.
Lutou contra sua própria
concupiscência, guardando a castidade até a morte, e as guerras por ele
travadas não visavam senão a paz, na ordem espiritual e temporal. Obteve,
assim, admiráveis vitórias, tanto nas lutas da vida interior quanto nos
combates contra os inimigos do Estado e da Fé.
Sob os cuidados de São Wolfgang
Na primavera de 973
nascia Henrique, primeiro filho do duque da Baviera e da princesa Gisela de
Borgonha, tendo sido batizado por São Wolfgang, Bispo de Regensburg e religioso
beneditino, já então com fama de santidade. O prelado fez questão de ser ele
mesmo o padrinho da criança e tomou-o sob seus cuidados, quiçá discernindo o
papel que desempenharia no futuro.
