Quando Nosso Senhor veio ao mundo, trouxe-nos um mandamento novo:
"Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos
outros"(Jo 13,34). Este amor levado às últimas consequências propiciou-nos
a Redenção. E um relacionamento humano regrado e bem conduzido deve seguir o
exemplo do Divino Mestre. O verdadeiro amor ao próximo é aquele que se nutre
por outrem por amor a Deus e que tem o Criador como centro, visando a santidade
daqueles que se amam. Já ensinava Santo Agostinho que só existem dois amores:
ou se ama a si mesmo até o esquecimento de Deus, ou se ama a Deus até o
esquecimento de si mesmo.
Assim foi Santa Escolástica, alma inocente e cheia de amor a Deus, de
quem pouco se conhece, mas que, abrindo-se à sua graça, adquiriu excepcional
força de alma e logrou chegar à honra dos altares. Sua história está
intimamente ligada à aquele que por desígnios da Providência nasceu com ela
para a vida, o grande São Bento, seu irmão gêmeo e pai do monacato ocidental, a
quem amou com todo o seu coração.
