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sexta-feira, 24 de julho de 2015

São Basílio

Pai do monaquismo oriental, cognominado “o Grande” pelo exímio governo de sua diocese, São Basílio foi sobretudo chamado de “Magno” por sua defesa da Santíssima Trindade, perante a heresia ariana.
O século IV da Era Cristã poderia ser descrito como um período de controvérsias teológicas. Não obstante, foi uma época áurea da Igreja, pois, justamente por isso, surgiram eminentes figuras na defesa da Fé, entre as quais se encontram três capadócios de truz, cujas vidas se entrelaçam nesta cadeia de ouro de fidelidade: São Gregório de Nazianzo, São Gregório de Nissa e seu irmão São Basílio Magno.
Uma família de Santos
Nascido em Cesareia da Capadócia, por volta do ano 330, Basílio pertencia a uma rica e nobre família cristã. Poucos anos antes de seu nascimento, a Igreja recebera de Constantino a liberdade de culto, findando o período das grandes perseguições. Conta-se que seus avós paternos faziam parte dos cristãos que, sob o império de Diocleciano, tiveram de se refugiar durante muitos anos em alguns bosques da região, para sobreviver sem renegar a Fé.
Seus pais eram exemplares na prática das virtudes e da caridade para com o próximo, chegando a consagrar parte de seus bens aos pobres, doentes e aos mais necessitados. Tiveram dez filhos, dentre eles, além de São Basílio, destacam-se Macrina, Gregório, Bispo de Nissa, e Pedro, Bispo de Sebaste, todos estes elevados à honra dos altares.
Na infância recebeu de sua avó — também Santa e de nome Macrina1 — as primeiras instruções religiosas. Eis como ele mesmo descreve sua benéfica influência: “Que argumento seria mais convincente para provar a autenticidade de nossa fé, senão o fato de que fomos educados e guiados por aquela bem-aventurada senhora nascida entre vós? Refiro-me a Macrina, ilustre dama, de quem aprendemos as palavras do beatíssimo Gregório, o Taumaturgo, e tudo o que foi recebido de uma ininterrupta tradição oral, que ela fielmente guardava em seu coração. Forjava o nosso ânimo ainda tenro e o iniciava nas vias da piedade”.2