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terça-feira, 11 de abril de 2017

O martírio de São Filemon

No ano de 287, o então Imperador Romano, Diocleciano, promoveu uma feroz perseguição aos cristãos. Jurara extirpar da face da Terra a religião de Jesus Cristo e, para isso, ordenou a todos os governantes das províncias que se empenhassem nesta tarefa.
Ariano, governador da Tebaida e grande amigo de Diocleciano, logo deu início à perseguição. Queria com isso agradar ao Imperador, sabendo que seria prontamente gratificado.
Espalhou guardas pela cidade e aprisionou muitos cristãos.
Um diácono, de nome Apolônio, vendo os cruéis e terríveis tormentos que se preparavam para os cristãos aprisionados, temeu por sua fragilidade e, para tentar fugir ao perigo de negar a Cristo, achando que não teria bastante ânimo para declarar-se cristão, inventou uma saída.
Havia em sua cidade um menestrel de nome Filemon. Insigne por suas brincadeiras, tocando maravilhosamente a sua flauta, era amado por todo o povo da Tebaida.
Apolônio mandou chamá-lo, e propondo-lhe certa quantia de ouro pediu que ele se apresentasse disfarçado em seu lugar, para prestar homenagem aos ídolos.
Filemon aceitou o encargo e deixando suas flautas em casa de Apolônio, tomou a sua capa e compareceu à presença do governador Ariano.