No
ano de 287, o então Imperador Romano, Diocleciano, promoveu uma feroz perseguição
aos cristãos. Jurara extirpar da face da Terra a religião de Jesus Cristo e,
para isso, ordenou a todos os governantes das províncias que se empenhassem nesta
tarefa.
Ariano,
governador da Tebaida e grande amigo de Diocleciano, logo deu início à
perseguição. Queria com isso agradar ao Imperador, sabendo que seria prontamente
gratificado.
Espalhou
guardas pela cidade e aprisionou muitos cristãos.
Um
diácono, de nome Apolônio, vendo os cruéis e terríveis tormentos que se preparavam
para os cristãos aprisionados, temeu por sua fragilidade e, para tentar fugir
ao perigo de negar a Cristo, achando que não teria bastante ânimo para declarar-se
cristão, inventou uma saída.
Havia
em sua cidade um menestrel de nome Filemon. Insigne por suas brincadeiras,
tocando maravilhosamente a sua flauta, era amado por todo o povo da Tebaida.
Apolônio
mandou chamá-lo, e propondo-lhe certa quantia de ouro pediu que ele se apresentasse
disfarçado em seu lugar, para prestar homenagem aos ídolos.
Filemon
aceitou o encargo e deixando suas flautas em casa de Apolônio, tomou a sua capa
e compareceu à presença do governador Ariano.