Era o ano de 1676, quando os olhos de Tshikaba contemplaram pela primeira vez a luz deste mundo. Nascida na África Ocidental, às margens do Golfo da Guiné, era a última dos quatro filhos de uma família de reis. Bem cedo, demonstrara inteligência incomum e, por isso, comentava-se ser ela quem governaria após a morte de seus pais.
O reino de Tshikaba era pagão e seus habitantes adoravam o Sol. Ansiosos, aguardavam as primeiras luzes do alvorecer para saírem ao encontro do astro-rei com cantos e aclamações rituais. Mas Tshikaba era uma menina diferente das outras. Reflexiva e contemplativa, indagava o sentido de todas as coisas ao seu redor, procurando responder à pergunta que surgia invariavelmente no seu interior: quem comanda e mantém esta natureza tão exuberante e repleta de beleza? Sem ela perceber, a sede insaciável do Absoluto brotava do mais profundo de sua alma inocente.
Angustiada em seu pueril intelecto, foi interrogar seu irmão, o qual apenas soube lhe dizer que a “Estrela da Manhã” era, indiscutivelmente, a grande divindade à qual era preciso adorar. Insatisfeita e cheia de perplexidades, foi interrogar o rei:
— Papai, o astro que cultuamos está no céu como todos os outros. Nada o diferencia, a não ser seu brilho. Alguém o pôs lá; e esse alguém tem de ser muito mais poderoso do que o Sol. É esse Ser misterioso que procuro e desejo conhecer, porque só Ele deve ser adorado!
O pai não teve resposta para dar à menina, inspirada pelo sopro da graça.
O reino de Tshikaba era pagão e seus habitantes adoravam o Sol. Ansiosos, aguardavam as primeiras luzes do alvorecer para saírem ao encontro do astro-rei com cantos e aclamações rituais. Mas Tshikaba era uma menina diferente das outras. Reflexiva e contemplativa, indagava o sentido de todas as coisas ao seu redor, procurando responder à pergunta que surgia invariavelmente no seu interior: quem comanda e mantém esta natureza tão exuberante e repleta de beleza? Sem ela perceber, a sede insaciável do Absoluto brotava do mais profundo de sua alma inocente.
Angustiada em seu pueril intelecto, foi interrogar seu irmão, o qual apenas soube lhe dizer que a “Estrela da Manhã” era, indiscutivelmente, a grande divindade à qual era preciso adorar. Insatisfeita e cheia de perplexidades, foi interrogar o rei:
— Papai, o astro que cultuamos está no céu como todos os outros. Nada o diferencia, a não ser seu brilho. Alguém o pôs lá; e esse alguém tem de ser muito mais poderoso do que o Sol. É esse Ser misterioso que procuro e desejo conhecer, porque só Ele deve ser adorado!
O pai não teve resposta para dar à menina, inspirada pelo sopro da graça.