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quarta-feira, 18 de maio de 2016

São Francisco de Paula

Místico e analfabeto, teve uma vida longa e santa voltada para o amor de Deus e santificação dos homens. A Santa Igreja o elevou às honras dos altares e sua festa é comemorada em 2 de abril, dia em que morreu, aos 91 anos, na Sexta-feira Santa de 1507

De um santo casal sem filhos…
Tiago e Viena formavam um casal que vivia em Paula, pequena cidade da Calábria, na Itália. Tiago era agricultor. Viena ajudava o marido no que era possível a uma mulher fazer. Juntos, eles constituíam um casal católico exemplar.
Embora levando uma vida difícil, procuravam santificar-se: rezavam bastante, jejuavam, praticavam boas obras, faziam penitência. Consideravam-se felizes. A felicidade de situação em que viviam, no entanto, era empalidecida por algo lhes penalizava: não conseguiam ter filhos.
 …milagrosamente, nasce um menino…
Não faltavam pedidos, orações e sacrifícios para que Deus lhes enviasse um filho. Pediam muito a intercessão de São Francisco de Assis, de quem eram devotos. Prometeram até que, se o santo lhes atendesse, dariam o nome de Francisco ao primeiro dos filhos que tivessem.
Deus ouviu tão prementes e piedosos pedidos: nasceu-lhes um filho. O menino tinha uma infecção nos olhos e poderia ficar cego. De novo procuraram São Francisco. Com respeito, pediam que ele atendesse por inteiro o pedido deles e não apenas pela metade.

sábado, 10 de março de 2012

São Francisco de Paula


Francisco desde criança deixou transparecer seu amor pela oração, recolhimento e mortificação. Quando fez treze anos, seus pais confiaram sua educação aos franciscanos. Mesmo sem ter votos, cumpria as regras em todos os pontos, dando aos frades um vigoroso exemplo de virtude.

Em 1435, aos 16 anos, retirou-se para uma propriedade de sua família, onde passou a viver como ermitão, impondo-se um regime tão austero que causou estupor. Mas não demorou para começarem a se reunir em torno dele seus primeiros discípulos.

Quando, em 1452, fundou a Ordem dos Mínimos, quis que a penitência, a caridade e a humildade fossem seus fundamentos. Fez da abstinência de carne e seus derivados um quarto voto, por ele chamado “voto da vida quaresmal”, que deveria ser praticado pelos Mínimos durante toda a vida. Desejava que o exemplo de sua Ordem fosse uma lição muda, mais eficaz do que todos os sermões.

Tomou a caridade como lema da Ordem, o caráter marcante que uniria seus membros entre si, lembrando as palavras do Salvador: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.” (Jo 13,35)

Embora conhecido por papas, reis, nobres e príncipes, tinha-se como o último dos fiéis. Movido pela humildade intitulava-se o “mínimo dos Mínimos”. O superior de cada uma de suas casas devia lembrar-se de que era o servidor de todos os outros. “Se alguém quer ser o primeiro, será o último de todos e o servo de todos” (Mc 9, 34), era a máxima por eles vivida.

Realizou vários milagres, dentre os quais uma ressurreição: o Santo tinha um sobrinho com vocação religiosa, mas a mãe (sua irmã), negava-se a deixar o filho entrar para a Ordem dos Mínimos. O rapaz morreu repentinamente. Estando o cadáver para ser sepultado, São Francisco de Paula ordenou que o levassem para sua cela, onde obteve de Deus a ressurreição do sobrinho. Sem saber de nada, a mãe desolada, veio reconfortar-se com o irmão; este fez-lhe ver o justo castigo recebido pela culpa de seu apego, e perguntou-lhe se estava arrependida. Respondendo afirmativamente, a mãe viu o filho cheio de vida, porém vestido com o hábito religioso.

A profecia foi outro traço marcante de sua santidade. Previu a tomada de Granada e a queda de Constantinopla em 1453.

Após viver 25 anos na França, onde foi, por ordem do Papa Sixto IV, diretor espiritual de três reis, morreu serenamente em 2 de abril de 1507 (uma sexta-feira santa), em Plessis-lès-Tours. Em sua humildade, nunca aceitou ser ordenado sacerdote.

É difícil, especialmente nos dias de hoje, a prática dessas duas virtudes tão amadas por São Francisco de Paula: a austeridade e a humildade. Todavia, quão grande é aos olhos de Deus aquele que se sente mínimo em sua pequenez e sustenta uma vida de sacrifícios na contemplação do Senhor.

Pedindo o auxílio deste grande santo para seguir seu exemplo, façamos nossa a última oração pronunciada por São Francisco de Paula, na hora de sua morte:

“Amável Jesus, conservai os justos, justificai os pecadores, tende compaixão de todos os fiéis vivos e defuntos e sede-me propício, se bem que eu seja um indigníssimo pecador”.