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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

São Vicente Ferrer

Certa ocasião, quando São Vicente Ferrer entrava em Barcelona — uma das maiores e mais ilustres cidades de seu tempo —, fizeram-lhe uma recepção tão extraordinária que de todas as janelas pendiam tapeçarias em sua honra, o povo o aclamava e ele caminhava debaixo de um pálio, cujas varas eram carregadas pelos principais da cidade. Então, alguém lhe perguntou, baixinho, ao ouvido:
— Irmão Vicente, e a vaidade?
— Esvoaça do lado de fora, mas não entra — respondeu ele.
A resposta de um orgulhoso seria: “Nem sinto tentação.”
E um pusilânime diria: “Pobre de mim, estou inundado de vaidade.”
Este Santo deu a resposta certa: Como homem, posso e estou sendo tentado. Porém, a tentação esvoaça do lado de fora, mas, pela graça de Deus, ela não entra.
De fato, neste vale de lágrimas é normal sermos tentados. A tentação tempera a alma. Quem diz “não” para o demônio sai mais forte, mais pertencente a Nossa Senhora. O servo bom e fiel que foi provado e venceu manifesta a sua fidelidade, faz render na luta os seus talentos, colhe louros e os entrega à sua Senhora.
Somos soldados da Igreja Militante e devemos nos entusiasmar com isso.

Plinio Corrêa de Oliveira – Extraído de conferência de 16/1/1970

domingo, 23 de outubro de 2016

Santa Brígida

Santa Brígida nasceu na Suécia por volta de 1303, em Finsta, região pertencente à província de Uppland. De nobre famflia, casou-se ainda muito jovem com o governador de Ostugtland, Ulf Gudmarson, com quem teve oito filhos.
Extremamente piedosa. Brígida nunca negligenciou a educação cristã de seus filhos, instruindo-os na Fé, na devoção a Jesus Crucificado e à Virgem Maria. Bons frutos renderam-lhe seu zelo materno, especialmente em sua segunda filha, Catarina, que conquistou, como a mãe, a honra dos altares.
A reputação e piedade de Santa Brígida levaram o rei a solicitá-la como dama da corte de sua esposa, a Rainha Branca de Namur, a fim de que a instruísse no bom caminho. Porém, a vida de corte não era o que Brígida almejava, e retirou-se dali pouco tempo depois.
Junto com o esposo, Brígida ingressou na Ordem Terceira de São Francisco e empreendeu muitas obras de caridade, bem como pcregrinações a diversos santuários da Europa, entre os quais, Santiago de Compostela.
Numa dessas viagens. Ulf caiu gravemente enfermo, mas pelas preces da esposa pôde se recuperar. Algum tempo depois, Ulf resolveu ingressar no mosteiro cisterciense de Alvastre, onde morreu em 1344. Após a morte do marido, Santa Brígida dividiu os betis entre os filhos e os pobres da região, e consagrou-se inteiramente à penitência e à contemplação da Paixão de Jesus.
Em 1349, desejando participar das festividades do jubileu de 1350, deslocou-se até Roma onde permaneceu a fim de conseguir do Papa a aprovação das regras da Ordem Religiosa do Santíssimo Salvador, a qual desejava fundar.
Em toda a sua vida, principalmente nesse período, foi agraciada corn diversas revelações místicas, sobretudo referentes à Paixão de Jesus e à vida da Santíssirna Virgem, além do dom de profecia. Muito sofreu da parte dos que não compreendiam sua vida mística.
Em 1371 empreendeu uma peregrinação a Jerusalém. Voltando a Roma, já bastante debilitada, entregou sua alma a Deus no dia 23 de julho de 1373. Duas décadas mais tarde, em 1391, foi canonizada pelo Papa Bonifácio IX e, em 1999, proclamada Co-patrona da Europa, por Joao Paulo II.
Comentários de Plinio Correâ de Oliveira
Santa Brígida foi casada com um homem de um gênio muito difícil e que provou muito o temperamento dela. Ela era uma pessoa muito irritadiça e, naquele contato com o marido, teve que se dominar e acabou, afinal de contas, vencendo o gênio muito desagradável, muito duro que ela também tinha.