Envolta na bruma atlântica e revestida de um verdor inebriante, a
Irlanda, nação-ilha situada ao norte da Europa, é comparada a "uma
esmeralda encastoada no mar".
Se desvendamos sua história na aurora do século V, nos deparamos com um
país separado por léguas de distância dos demais. Fazia parte dos últimos
rincões da terra conhecida de então. As invasões bárbaras não a atingiram, mas
também não conhecera a civilização romana. Sua escassa população vivia em
aglomerados fortificados de choças, espalhados ao longo de suas costas, rios e
lagos. Os bosques serviam de refúgio aos druidas, sacerdotes pagãos que
dominavam o povo com suas magias.
Nada indicava que esta remota região
do Velho Continente poderia se converter em berço da vanguarda de um impulso
monástico e missionário, que tanto benefício traria à Igreja. Sem embargo, na
encruzilhada histórica subsequente à queda do Império Romano, a Irlanda
desempenhou, segundo eminentes historiadores, o papel de "líder da cultura
do Ocidente".
Como se deu tão surpreendente
transformação?
