sexta-feira, 11 de maio de 2012

Beato Rafael Arnáiz Baron

Rafael Arnáiz Baron era rico, de nobre família, inteligente, elegante, simpático e alegre. Tinha alma de artista e dotes de poeta, aprimorados por uma esmerada educação. Cursava em Madri a Escola Superior de Arquitetura, apreciava os magníficos concertos do Palácio da Música e freqüentava os bons restaurantes madrilenhos. Diante de si, abria-se a perspectiva de uma carreira brilhante.

Aos 22 anos, ele ouviu o convite de Jesus no interior de sua alma: “Renuncia a tudo isso, vem e segue-Me”. Bem ao contrário do “moço rico” do Evangelho, atendeu com prontidão e generosidade a esse chamado. Em sua curta vida, elevou-se a um alto grau de santidade e deixou aos católicos uma importante mensagem: “Deus não exige de nós mais do que simplicidade por fora e amor por dentro”.

Beato Rafael nasceu em 1911, na cidade de Burgos, Espanha. Recebeu dos pais, profundamente cristãos, uma sólida educação religiosa. No término de seu curso colegial, em 1929, foi passar uma temporada na fazenda de seus tios, os Duques de Maqueda. Desde então, a forte amizade dos tios reforçou no sobrinho os princípios religiosos adquiridos no lar paterno.

Dom Leopoldo Baron, Duque de Maqueda, levou Rafael a visitar o mosteiro cisterciense de San Isidoro de Dueñas, em setembro de 1930. Numa segunda visita, em 1931, ele consignou seus sentimentos numa obra intitulada “Impressões sobre a Trapa”. Estava já plantada em sua alma a primeira semente da vocação trapista.

Dois anos após, Rafael decidiu abandonar a Escola de Arquitetura e solicitar seu ingresso no Mosteiro de San Isidoro de Dueñas. Para consegui-lo, escreveu ao Padre Abade, em novembro de 1933, uma carta na qual conclui: “Portanto, meu Reverendo Padre, se me recebeis na comunidade com vossos filhos, podeis estar seguro de que recebeis apenas um coração muito alegre e com muito amor a Deus”.

A resposta, afirmativa, não se fez esperar.

Rafael entrou em 15 de janeiro de 1934, com 22 anos de idade, em plena juventude. Na Trapa, tratou de adaptar-se à regra em todos os seus pormenores.

Uma grave enfermidade, porém, obrigou-o a afastar-se temporariamente, por três vezes, da vida feliz e austera do mosteiro. Esta dolorosa provação exigiu dele uma forte consolidação no seu caminho de sacrifício e amor de Deus. Não podendo seguir a regra em todo o seu rigor, foi recebido como oblato quando pôde retornar à vida de convento. Em algum sentido, pode-se dizer que seu programa de vida se resumia nestas duas palavras: “Deus só!”.

Pouco tempo depois, em 26 de abril de 1938, morreu santamente em sua querida Trapa. Foi beatificado em 27 de setembro de 1992.

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