Quando São Tomé
inquiriu Nosso Senhor acerca do rumo que deveriam tomar seus discípulos para
seguir suas pegadas, Jesus não indicou outro caminho senão a Si mesmo: “Eu sou
o caminho, a verdade e a vida” (Jo 16, 6). Ensinava assim o Mestre que Ele
personificava a doutrina que pregava. Nesse sentido, algo análogo pode ser dito
dos fundadores das Ordens Religiosas, cuja espiritualidade própria a cada
carisma é o sendeiro por onde seus filhos devem trilhar para o cumprimento da
sua vocação.
Exemplo paradigmático
foi Santo Inácio de Loyola, que almejou a santidade com todas as veras de seu
coração e soube “formar a mentalidade de seus seguidores de acordo com o que
hauriu da Igreja, encaminhando-os à perfeição. E os jesuítas, por sua vez,
procuravam se conformar a Santo Inácio, tendo não poucos alcançado de fato a
heroicidade de virtudes”.1 Um desses foi São João Berchmans.
