Foi dentro das fronteiras do
Império Romano que, por desígnio do Altíssimo, nasceu a Santa Igreja Católica.
No entanto, esse imenso poder temporal, vendo o poder espiritual nascer
misteriosamente e florescer com rapidez desconcertante, mostrou-se de início
intrigado e receoso, e, por fim, hostil a ponto de chegar às violências mais
extremas.
Os sublimes ensinamentos
cristãos contradiziam frontalmente os costumes vigentes entre aqueles homens de
coração duro. Vítima de toda sorte de calúnias, a Igreja nascente viu-se alvo
de sangrentas perseguições desencadeadas pelas autoridades romanas com o
objetivo de sufocá-la de modo inexorável.
No entanto, era o próprio Deus
quem permitia que sua Igreja passasse pela longa prova da dor e do sacrifício.
Com efeito, após cada perseguição, o Cristianismo ressurgia mais numeroso,
brilhante e cheio de fé!
No reinado de Diocleciano (284-
305), esse clima de horror chegou ao auge. Por um edito deste imperador, todas
as igrejas deveriam ser demolidas e todos os cristãos que exerciam cargos
públicos seriam obrigados a abjurar a fé em Cristo.
É nesta última fase do período
das grandes perseguições que surge uma alma de rara virtude: a jovem Luzia.