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domingo, 6 de abril de 2014

São Bento - O primeiro mosteiro beneditino


Na áspera e fria gruta de Subiaco, no meio de escarpados rochedos, começou a história da Europa moderna.
Como seria a vida de um estudante, em Roma, quando São Bento ali morava, há mil e quinhentos anos?
Certamente bastante mais árdua do que hoje. Não havia computador, nem Internet, nem calculadora. O papel ainda nem tinha sido inventado. Os livros eram escritos em rolos de pergaminho, à mão, e copiados por escravos. Para fazer anotações, os romanos utilizavam pequenas tábuas cobertas por uma camada de cera. Escreviam sobre elas com um estilete de ferro (“stylus” que originou a palavra “estilo” em português). Quando enchiam a “folha” e necessitavam reutilizá-la, faziam “tabula rasa”, ou seja, raspavam a cera e escreviam de novo. Não devia ser fácil fazer anotações nas aulas, com esse sistema. E mais complicado ainda guardá-las. Quase tudo ficava por conta da memória do aluno, que tinha de ser excelente.
Quanto ao mais, a vida de um estudante não devia ser muito diferente da de hoje. A escola era a iniciação para a vida. Como sempre, havia bons e maus companheiros. Pois já naqueles remotos tempos, a vida dos estudantes estava bem longe de ser um paraíso de inocência.
A degradação de costumes dos colegas de São Bento, aos 14 ou 15 anos de idade, causava-lhe horror, e ele começou a pensar em sair de Roma, a fim de salvar sua alma.
Um dia, estando ele diante de um afresco até hoje existente na igreja de San Benedetto in Piscinula (que era então a casa de um patrício — como eram chamados os nobres romanos — local onde o jovem Bento morava), fez o propósito de se entregar a Deus.
Decidiu fugir. Mas, para onde ir?
Seguiu ele o conselho de Nosso Senhor, não se preocupando com o dia de amanhã, e partiu sem rumo definido. Confiou-se à Providência Divina, que foi conduzindo seus passos até um lugar afastado, longe do convívio humano: Sublac (hoje, Subiaco). Ali, na encosta de uma escarpada montanha, encontrou uma caverna de difícil acesso onde fez sua morada. Era ao mesmo tempo cela (quer dizer, “quarto”) e lugar de oração.
Entretanto, como subsistir sozinho, num lugar tão isolado, sem qualquer auxílio humano? São Bento não sabia. Confiava em Deus: “Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo” (Mt 6, 31-32).
Providencialmente, um monge das redondezas, chamado Romano, encontrou São Bento naquele local e prometeu ajudá-lo. E generosamente passou a dividir seu alimento diário com o novo eremita. Romano subia ao alto da montanha, colocava o pão em um cesto amarrado a uma corda e o descia até a morada do jovem contemplativo. Bento viveu assim, durante três anos, num isolamento completo.
Foi essa gruta áspera, fria e escura o primeiro mosteiro em que São Bento viveu, no meio dos imensos e escarpados rochedos que o leitor pode contemplar nas fotos destas páginas. O panorama é grandioso e belo. E sem dúvida, na contemplação dessa maravilha saída das mãos de Deus, São Bento elevou sua alma às mais altas considerações espirituais.
Ao sair de Roma, São Bento talvez nem tivesse pensado em fundar uma Ordem religiosa. Queria, sim, salvar sua alma. Mas Deus, desde toda a eternidade, já havia considerado com predileção aquele seu filho e o escolheria para ser o pai de uma família espiritual que formaria a Europa cristã, saída das cinzas do Império Romano.
Podemos imaginar com que solicitude a Providência moldou aqueles rochedos, quando criou o mundo, para que séculos mais tarde, seu filho Bento tivesse um lugar onde se recolher, dando início à sua grande obra. A providencialidade de Deus foi a ponto de fazer com que o monge Romano encontrasse aquele jovem e cuidasse de seu sustento diário.
Por vezes, na nossa vida, pode acontecer de sermos tentados a duvidar da Divina Providência: será que Deus, lá no alto dos céus, vai se preocupar comigo, com o meu sustento de cada dia? A realidade é que Deus olha por seus filhos e filhas, como se cada um fosse único e não houvesse mais ninguém no universo, a não ser aquele ou aquela: “Olhai como crescem os lírios do campo! — dizia Nosso Senhor aos Apóstolos — Não trabalham nem fiam. Pois Eu vos digo: nem Salomão, em toda a sua magnificência, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, como não fará muito mais por vós, homens de pouca fé?” (Mt 6, 28-30).

É essa providencialidade de Deus que, pelos séculos afora, proclamam os benditos rochedos de Subiaco, o primeiro mosteiro beneditino, onde São Bento fez seu noviciado. 
José Antônio Dominguez Revista Arautos do Evangelho n.43. jul 2005

sexta-feira, 6 de julho de 2012

SÃO BENTO DE NÚRSIA

O varão do qual nasceu uma civilização
Deus o chamou para ser o “grande patriarca do monaquismo ocidental”. A ordem por ele fundada fez nascer das ruínas do Império Romano a cultura e a civilização européias.
O orgulhoso e outrora invicto Império Romano dissolvia-se devastado pelas hordas avassaladoras dos invasores bárbaros. Tudo cedia diante deles: exércitos, muralhas, instituições e costumes eram varridos pela maré montante dos novos dominadores. “O navio afunda!” — exclamava São Jerônimo, que escreveu com tristeza ao receber a notícia da queda de Roma: “A minha voz se extingue; os soluços embargam-me as palavras. Está tomada a ilustre Capital do Império!” A civilização parecia se desfazer num dramático ocaso sem esperança. Entretanto, uma estrela luzia nessa escuridão desconcertante, indicando o verdadeiro rumo dos acontecimentos: na cidade de Hipona cercada pelos vândalos, Santo Agostinho escrevia “A Cidade de Deus”, proclamando que o mundo nascido do paganismo soçobrava irremediavelmente, e a Cidade de Deus — a Santa Igreja Católica — não apenas jamais seria destruída, mas sempre triunfaria sobre qualquer adversidade. Que meios, porém, e que homens utilizaria Deus para desse caos fazer emergir a ordem e o esplendor?
Vocação do varão providencial
Nos tempos evangélicos, o Divino Mestre chamara obscuros pescadores para serem as colunas de sua Igreja. Agora o Espírito Santo escolhia um jovem para renovar essa sociedade convulsionada e instaurar uma nova civilização.
No entanto — oh, paradoxo! — esse rapaz, cujo nome era Bento, nascido de nobre família da Núrsia, em 480, sentiu em si o apelo do Senhor para O seguir no silêncio e na solidão.
Seus pais o enviaram a Roma para estudar. Mas logo percebeu ele que, para corresponder ao sobrenatural desejo que ardia em seu coração, não podia permanecer naquele mare magnum, misto de barbárie e cultura romana decadente.
Assim, na flor da juventude e sem nunca ter manchado sua inocência batismal, abandonou casa, haveres e estudos, e partiu à procura dum lugar ermo onde pudesse adquirir o conhecimento e o amor de Deus.
“Desejava mais os desprezos que os louvores do mundo”
A cidade de Enfide (atual Affile), a cerca de 50 quilômetros de Roma, foi o local escolhido para o seu recolhimento. Ali se instalou com sua antiga governanta, que lhe prestava os serviços domésticos.
Um pequeno incidente caseiro foi ocasião para o seu primeiro milagre. Encontrou certo dia a governanta chorando porque, por descuido, deixara quebrar um crivo de argila que havia pedido emprestado a uma vizinha para limpar trigo. Compadecendo-se dela, Bento tomou os pedaços do crivo, pôs-se em oração e ele se reconstituiu de forma tão perfeita que nem se notava sinal algum de fratura.
Logo se espalhou a notícia desse milagre, trazendo-lhe muita fama. Ele que, segundo relata o Papa São Gregório Magno, “desejava mais os desprezos que os louvores deste mundo”, fugiu da casa de Enfide, indo procurar refúgio num lugar solitário chamado Subiaco, onde se alojou numa minúscula gruta.
Uma grande tentação, uma vitória definitiva
A caminho de Subiaco, ele encontrou-se com Romano, monge que vivia num mosteiro próximo dali. Em determinados dias, Romano fazia descer por uma corda um pedaço de pão até a gruta de Bento. Durante certo tempo, foi esta a única fonte de alimentação do jovem ermitão. Em breve, porém, tornou-se ele conhecido na região, e muitas pessoas, vindo procurar nutrimento para suas almas, traziam-lhe alimento para seu corpo.
Nesse período, sofreu o jovem as mais duras tentações diabólicas. Fortemente provado em certa ocasião contra a virtude da pureza, viu-se a ponto de ceder e até mesmo abandonar sua solidão. Ajudado, porém, pela graça divina, reagindo, despojou-se de sua vestimenta e se atirou numa moita de espinhos e urtigas, na qual se revolveu durante longo tempo. Saiu com o corpo todo ferido, mas com a alma livre da tentação.
Tentativa de envenenamento
Nos três anos em que passou nesse lugar em completo isolamento, espalhou-se a fama de sua santidade. Tendo falecido o abade de um mosteiro existente por perto, os monges vieram pedir-lhe para assumir esse cargo. De início, Bento recusou, porém, ante a grande insistência dos religiosos, acabou por aceitar. Em pouco tempo, contudo, esses tíbios monges — arrependidos de terem escolhido por superior um homem que lhes exigia o caminho da perfeição — decidiram matá-lo, pondo veneno no seu vinho. O Santo traçou um grande sinal-da-cruz sobre a jarra de cristal que lhe foi apresentada e esta se despedaçou.
Compreendendo bem o que isso significava, Bento abandonou no mesmo dia o mosteiro de monges relaxados e regressou à estimada solidão de sua gruta.
Nasce a Ordem Beneditina
Atraídos pelo brilho de suas virtudes e a fama de seus milagres, muitos varões sedentos de sobrenatural foram para junto da gruta para viverem sob sua direção. Formaram-se, assim, sucessivas comunidades. Ao todo, São Bento erigiu ali doze mosteiros, escolhendo um abade para cada casa. Estava fundada a Ordem Beneditina. Nessa época, Subiaco começou a ser visitada por pessoas importantes de Roma que traziam os filhos para serem educados segundo o espírito beneditino. Dentre estes, o Santo abade recrutou dois de seus melhores discípulos: São Mauro e São Plácido.
Grande taumaturgo
Deus concedeu com largueza a seu servo o dom dos milagres.
O abastecimento de água de três dos mosteiros construídos sobre alta montanha acarretava grandes trabalhos aos monges. Estes foram pedir-lhe para se mudarem. Nessa noite, Bento rezou nesse local durante bom tempo e, antes de descer, marcou um ponto com três pedras. No dia seguinte disse àqueles monges:
— Ide e cavai no rochedo onde encontrardes três pedras superpostas.
Feito isso, de lá brotou água que jorra em abundância até hoje.
Bento havia aceitado como monge um homem godo “pobre de espírito”. Certo dia, deu-lhe por missão desbastar o mato à beira do lago para ali plantar uma horta. O homem cortava com vigor o matagal quando a foice desprendeu-se do cabo e caiu no lago, num lugar profundo. Aflito, foi ele confessar a São Mauro sua “falta”. Bento, posto a par do sucedido, foi ao local e enfiou na água a ponta do cabo. Nesse momento a foice subiu do fundo do lago e prendeu-se de novo no cabo.
— Toma, trabalha e não te aflijas mais — disse o santo Abade ao monge.
Muitos outros milagres operou Deus por intermédio de seu fiel servidor. Ele curou doentes, salvou pessoas de perigos, expulsou demônios, fez um monge andar sobre as águas, e até ressuscitou um menino morto.
“Eu estava presente...”
Outro dom singular que aprouve ao Senhor conceder-lhe é o de estar presente em espírito junto a seus filhos espirituais, onde fosse necessária sua vigilância de Pai e Fundador. Dois episódios ilustram bem esse prodigioso privilégio.
Prescrevia a regra que os monges nada comessem nem bebessem quando saíssem do mosteiro para cumprir alguma incumbência. Um dia dois monges, tendo ficado fora até muito tarde, aceitaram hospitalidade de uma piedosa mulher que lhes serviu alimento e bebida. Voltando ao mosteiro, foram pedir a bênção a São Bento, que os interpelou:
— Onde comestes?
— Em nenhum lugar — responderam eles.
— Por que mentis? Acaso não entrastes na casa de tal mulher e ali comestes tal e tal coisa, e bebestes tantas vezes?
Os dois culpados prostraram-se a seus pés e lhe pediram perdão.
Havia perto de Subiaco uma comunidade de virtuosas mulheres consagradas ao serviço do Senhor, às quais o Santo enviava com frequência um monge para lhes dar assistência espiritual. Certo dia, o monge encarregado dessa missão aceitou de presente delas alguns lenços e os escondeu sob o hábito, em seu peito. Regressando ao convento, foi severamente repreendido por São Bento e ficou estupefato pois, tendo já se esquecido da falta cometida, não atinava com o motivo da repreensão. Então o santo Abade lhe disse: “Acaso não estava eu presente quando recebeste das servas de Deus os lenços e os guardaste em teu peito?”
Alvo de perseguições
Em todos os tempos e lugares, é próprio dos Santos serem alvo da incompreensão e do ódio dos asseclas do demônio. O sacerdote de uma igreja próxima de Subiaco, tomado de inveja, começou a denegrir o gênero de vida de Bento, procurando afastar de sua santa influência todos que podia. Vendo frustrados seus esforços, enviou de presente a Bento um pão envenenado, com o fito de matá-lo. Fracassado também este intento, chegou ao cúmulo de introduzir no jardim do mosteiro sete mulheres de má vida, com esperança de corromper os jovens monges.
Compreendendo que tudo isso era feito com intuito de persegui-lo pessoalmente, Bento nomeou prepostos seus em cada um dos doze mosteiros que havia fundado, e retirou-se de Subiaco.
Monte Cassino, o caminho para a restauração
Dirigiu-se então a Cassino, uma cidadezinha fortificada a meio caminho entre Roma e Nápoles. Havia lá um templo pagão no qual camponeses da região rendiam culto a Apolo. Ao redor do templo, mantinham eles cuidadosamente alguns bosques nos quais ofereciam sacrifícios ao demônio. Ali chegando, o homem de Deus destruiu o ídolo, abateu os bosques e transformou o edifício em igreja erguendo nela um oratório a São João Batista e outro a São Martinho de Tours.
Em seguida, deu início à construção do famoso mosteiro de Monte Cassino, o qual teve por único arquiteto o santo Abade e como construtores os próprios monges.
O mosteiro de Monte Cassino foi a resposta de Deus à decadência do mundo de sua época. Exemplo de governo patriarcal e de sociedade verdadeiramente cristã, em meio às nações bárbaras, exerceu enorme influência sobre os costumes privados e públicos, tanto na ordem espiritual quanto na temporal. Bispos, abades, príncipes e homens de todas as classes visitavam o Santo, seja para lhe pedir um conselho, seja pela amizade e estima que tinham por ele. Potentados da época, às vezes depois de conquistas e vitórias, iam com frequência refugiar-se secretamente em Monte Cassino para se embeberem um pouco do espírito beneditino.
Descobriu-se, assim, após o desmoronamento do Império Romano, o caminho para a renovação.
A Regra dos Monges
Enquanto erguia o edifício do novo mosteiro, São Bento erigia interiormente a Obra beneditina sobre uma base mais firme que a rocha, escrevendo sua inspirada e famosíssima Regra dos Monges. Tem ela por objetivo desprender o coração humano das trivialidades, facilitando à alma elevar-se a Deus sem obstáculos, com um proceder sempre sereno, tendo em vista a vida eterna. Com seu conhecido aforismo “Ora et labora” (Reza e trabalha), a Regra tem o mérito de harmonizar no monge a oração e a ação, a ascese e a mística.
A Regra escrita por São Bento produziu benéficos frutos em toda a Cristandade. Este sábio conjunto de normas vigorou quase com exclusividade nos mosteiros de Ocidente durante oito séculos.
A santidade e o espírito valem mais que a Regra
Entretanto, mais que a Regra, foram a santidade e o espírito de seu Fundador que deram à Ordem Beneditina a estabilidade, a força de expansão e a eficácia da sua ação civilizadora. Inspirados pela busca da perfeição na obediência, no esplendor da liturgia, no primor do canto gregoriano e no amor à beleza posta a serviço de Deus, os filhos de São Bento exerceram um papel fundamental na cultura, nos costumes e nas instituições das nações que formaram a Cristandade medieval.
A Ordem de São Bento teve um extraordinário surto de desenvolvimento a partir do século X, com a fundação da Abadia de Cluny. No seu apogeu, 17 mil mosteiros estavam subordinados a ela. Nações inteiras foram convertidas à Fé cristã pelos discípulos do santo Patriarca. Muitas famosas universidades — Paris, Cambridge, Bolonha, Oviedo, Salamanca, Salzburgo — nasceram como desdobramentos de colégios beneditinos. Inúmeros mártires deram valorosamente a vida pronunciando o nome de seu Fundador. Plêiades de cardeais, bispos e santos doutores tinham-no por mestre. Mais de 30 papas seguiram sua inspirada Regra. Finalmente, há 1500 anos, incontáveis almas se consagram a Deus sob a égide de sua santa Instituição.
Pode-se, pois, com toda propriedade, comparar ao grão de mostarda da parábola do Divino Mestre a Obra do Pai do Monaquismo Ocidental: “É esta a menor de todas as sementes, mas, quando cresce, torna-se um arbusto maior que todas as hortaliças, de sorte que os pássaros vêm aninhar-se em seus ramos” (Mt 13,32).
Morreu de pé, como valente guerreiro
O santo Abade anunciou com meses de antecedência a data de sua morte. Seis dias antes, mandou preparar a sepultura. Logo foi atacado por violenta febre. Como a enfermidade se agravava cada vez mais, no dia anunciado fez-se conduzir ao oratório onde, fortalecido pela recepção da Santíssima Eucaristia e apoiado nos braços de seus discípulos, morreu de pé com as mãos levantadas aos Céus e os lábios pronunciando a última oração.
Era o dia 21 de março de 547. Foi enterrado no local onde havia outrora edificado o oratório de São João Batista, em Monte Cassino.